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Pousadas Vedras

Onde a natureza e a tranquilidade se encontram em pura aventura

A aldeia de Pousadas Vedras, inserida na Serra de Sicó, rodeada de pedra calcária, com as suas casas típicas e muros de pedra solta que parcelam os campos e extensos olivais, onde o tempo flui tranquilamente. Com uma paisagem magnífica, é o lugar ideal para os amantes de passeios pedestres, BTT, escalada e outros desportos ao ar livre, bem como de espeleologia com verdadeiros tesouros escondidos.

A Confraria e as suas Tradições

Com as suas oliveiras milenares à entrada do lugar vindo de Pombal, foi sítio de passagem dos romanos que de Conímbriga se dirigiam a Tomar. Os Visigodos por aqui se instalaram, sobretudo para cultivarem as terras, visto que se alimentavam não como o homem do neolítico, de caça e de pesca, mas já de produtos da terra. Também de passagem por este lugar estiveram os lendários Cavaleiros de Cristo – Os Templários.
Nasce nos finais do século XVIII, aqui no lugar de Pousadas Vedras, aldeia pertencente à freguesia da Redinha, no concelho de Pombal, situada no maciço da Serra de Sicó, esta Festa que lhe vamos contar.
A Festa tem como objetivo promover o convívio entre todos os seus residentes, emigrantes e todos aqueles que nos queiram visitar.
A Festa, na realidade, começou por serem duas. Uma, em Honra do Divino Espírito Santo, pelo Pentecostes; a outra, em Honra de Santo António, em junho.
O Bolo é confecionado em duas alturas distintas: pelos casamentos no lugar e pelos Mordomos da Festa anual em Honra do Divino Espírito Santo.
Nos casamentos, os Bolos são redondos para os convidados - como oferendas - e, em forma de ferraduras, para os padrinhos. Nas Festa são em forma de ferradura para os Mordomos e para os futuros Mordomos.
E, assim, nasce o Ramo, andor enfeitado com Bolos da Ferradura.
A Festa tem não só a componente profana como, também, a religiosa.
E com ela a presença da Capela de Pousadas Vedras dedicada ao Espírito Santo – Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
O seu nome litúrgico é “Festa de Pentecostes”.
No período em que os cuidados espirituais dos redinhenses estiveram confiados aos Frades da Ordem de Cristo, várias foram as capelas que desapareceram. É certo que algumas ainda se conservam, como seja a Capela de Pousadas Vedras.
Em 15 de Janeiro de 1809 foi enterrado, no Adro desta Capela, Manuel Martins Branco, deste lugar, que era soldado. Deve ter sido morto pelos soldados franceses que nessa altura ocupavam o país. - Batalha da Redinha, “nas Invasões Francesas”.
Como imagens mais antigas, a Capela tem precisamente a que representa a Santíssima Trindade, materializada, como tantas outras por este país fora; tem ainda as imagens de Santo António, Santa Luzia, S. João e S. Sebastião e outras mais modernas como o Sagrado Coração de Maria, S. José e Nossa Senhora.
A Capela foi construída de pedra e cal, com paredes grossas, tendo as suas dimensões sido alargadas nos anos sessenta devido ao aumento da população local.
E assim nasce o Círio, pela necessidade de obras na Capela. Para a angariação de fundos fabricavam-se Bolos de vários tamanhos em redondo para serem leiloados. O próprio Círio era recheado com oferendas, tais como: coelhos, galos, galinhas, chouriças, etc. Todo o leilão revertia para as obras da Capela.
Ambos os andores - o Ramo e o Círio - seriam levados por raparigas solteiras do lugar, amparadas por jovens rapazes.
A união das duas Festas deu-se pela aproximação das duas datas festivas, pelo que a mudança da data foi fruto dos muitos emigrantes do lugar que vinham em agosto. Nos finais dos anos sessenta juntaram-se, assim, as duas Festas que passaram a ser realizadas no segundo fim-de-semana de agosto, conhecida atualmente como “Festa em Honra de Santo António e do Espírito Santo”.
Os Bolos, inicialmente, seriam feitos em fornos particulares de pessoas do lugar. Anos mais tarde foram feitos fornos comunitários na nossa Associação. O Bolo tem, aproximadamente, 6 kg e com um tamanho de 50x40 cm, fabricado, nomeadamente, com os seguintes ingredientes: farinha, açúcar, erva-doce, mel, laranja, limão, canela e ovos.
O Bolo da Ferradura tornou-se, naturalmente, o ex-libris de Pousadas Vedras.
A Confraria do Bolo da Ferradura de Pousadas Vedras nasce, assim, da intenção de promover o lugar de Pousadas Vedras e dos seus produtos.
Fundada em 21 de junho de 2013, a Confraria conta, atualmente, com 40 confrades efetivos e duas Confrarias madrinhas: a Confraria do Bodo – Pombal e a Confraria do Queijo do Rabaçal.
O principal objetivo passa por preservar a tradição e, sobretudo, o modo de confeção do Bolo, em formato de ferradura. Para tal, a Confraria tentou aproximar a receita de confeção às suas origens, bem como o seu modo de fabrico, designadamente o facto de ser amassado à mão, utilizar os produtos endógenos da Serra de Sicó e ser cozido em forno de lenha, aquecido com carrascos da Serra.
Tem como missão a preservação e a divulgação do Bolo da Ferradura, nas suas principais características originais de confeção, bem como de todo o património do lugar de Pousadas Vedras.
Todos estes produtos são genuínos representantes do nosso lugar, contribuindo para o incremento do processo económico inerente à produção, assim como de todas as manifestações de natureza paisagística (da Serra de Sicó), ambiental, recreativa (divulgação dos circuitos pedestres), desportiva (desportos radicais, BTT, etc.), bem como o grupo Malamens, fundado a 2 de Outubro de 2016, etnográfica (Grupo de Danças e Cantares de Pousadas Vedras, fundado a 7 de Novembro de 2012), gastronómica (todos os produtos são naturais da região) e culturais (pela nossa Associação Recreativa e Cultural de Pousadas Vedras, desde 21 de Agosto de 1987).
A Confraria, sinónimo de união, tem como simbolismo:
O Bolo, de tradição secular, perdida na memória dos tempos, o doce das festas e romarias;
Os Ramos de Oliveira, símbolo da Paz e da Terra.
António Rocha, Grão-Mestre da Confraria, Presidente da Associação

Cervejaria Sol da Sicó

Situada na encantadora aldeia de Pousadas Vedras, a Cervejaria Sol da Sicó é uma microcervejaria artesanal que valoriza a qualidade, a autenticidade e o contacto com a natureza.
Aqui, cada cerveja é fruto da paixão e criatividade do cervejeiro Filipe, que aposta em ingredientes de excelência, sem aditivos ou artificiais, explorando sabores únicos através da experimentação e da vontade constante de inovar.
Num ambiente acolhedor e tranquilo, rodeado pelo cenário natural da Serra de Sicó, poderá usufruir de degustações especiais, conhecer o processo de produção artesanal e deixar-se surpreender pela diversidade de estilos que refletem não só técnica, mas também alma e território.
Mais do que uma cervejaria, o Sol da Sicó é um espaço de partilha, onde cada visita se transforma numa experiência memorável.
Venha brindar connosco!

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Rua da Lagoa, Nº 6
3105-320 Pousadas Vedras, Redinha

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